quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Coisas presas na cabeça

Por um simples acúmulo de ideias resolvi tirar a poeira disso aqui e voltar a escrever. Não será nada realmente concreto ou que faça muito sentido mas é só pra tirar um pouco de ideias da cabeça. Isso tudo soará como uma daquelas boas e velhas filosofias insones que tenho antes de dormir mas acho que é mais ou menos assim que a minha cabeça funciona com ideias demais. Depois dessa não-tão-breve introdução, começarei.
Ultimamente tenho andado fechada e reclusa, digerindo os acontecimentos do ano anterior e filosofando o que trazer para o próximo. Mas algo que tem me intrigado realmente nos últimos dias é um sentimento, se é que se deve chamar assim, acho que é uma bagunça que nossa mente faz para sair do tédio: O querer.
Pode ser algo concreto ou não. Pode ser o tipo de desejo direcionado a uma pessoa só, que quando mal controlado faz com que cada átomo do seu corpo arda com a urgência por uma pessoa só (frase de romance de banca de jornal, mas é o melhor que pude fazer pra ilustrar).
Mas existe também aquela urgência e necessidade louca de algo que não sabemos exatamente o que é, só sabemos que está ali, chata, insistente e que nos tira a paz de espírito.
Pois sendo de uma forma ou outra isso é algo que pretendo abolir de mim mesma, nunca me trouxe nada de bom, e não me daria ao luxo de perder a cabeça por algo numa época em que controle é mais do que necessário para não perder o foco das coisas. Sem mais distrações banais.

sábado, 14 de julho de 2012

Ociosidade

Preciso sair do ócio que me domina a maior parte do tempo, da procrastinação que insiste em me acompanhar em todos os dias. Me livrar da vontade súbita de não fazer nada, da falta de ânimo, de atenção, de propósito.
E junto com tudo isso, o pessimismo, a melancolia, a tristeza repentina e sem motivo, o martírio dos pensamentos e a preocupação também poderiam pegar uma carona pra bem longe da minha vida sem graça.
Essas coisas tem me afastado dos filmes, dos discos, dos livros, das séries, da minha mente perdida entre uma história e outra, e do meu cérebro ocupado com coisas do dia a dia nas quais eu deveria ter um pingo de organização.
Isso pode soar o mais puro egoísmo do universo, porém eu já deixei de cuidar disso há tempos, e ninguém tomou conta disso por mim. No fim das contas, acabei por tornar-me perdida, doente e sem vontade de muita coisa.
Por isso estou tentando me apresentar ao amor próprio, me aproximar dele como quem se aproxima de uma pessoa que quer muito conhecer porém tem vergonha.  E no fim de tudo, nos tornaremos amigos, e a vida será bem menos árdua.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Random

Adoro achar essas fotos aleatórias de pessoas perfeitas no tumblr. Fazem com que eu me sinta tão bonita e significante quanto um brócoli. Mas afinal de contas o grande mal da humanidade é que todo mundo cobiça o que não pode ter, e aí eu fico aqui querendo ser mais magra, mais alta e etc. Ou pelo menos tentando me conformar com o óbvio fato de que eu não passarei de 1,60 de altura, e nem vou ficar muito diferente do que sou hoje.
A insatisfação é extrema, mas não posso fazer muita coisa pra mudar esse fato porque, provavelmente, se eu fosse alta, magra e bonita como a menina da foto eu poderia estar desejando que eu fosse mais baixa, ou não tão magra. No fim das contas ninguém está satisfeito com nada e eu só sou mais um poço de insatisfação ambulante nesse mundo.

Cansaço

Quando falo de cansaço não falo de cansaço físico. Mas falo do sentimento de estar cansada de tudo e de todos, das pessoas e suas futilidades e infantilidades. Tudo bem que isso todos nós temos, mas em alguns casos começa a ficar irritante.
Aturo o mesmo problema por quase 8 anos e não vejo fim para isso tão cedo. Já perdi a fé, a esperança, a paciência, a sanidade e agora só me resta o cansaço. A vida me tornou amarga, irritável, neurótica, paranoica e insensível em muitos aspectos, mas não diminuiu minha dor e sofrimento ao longo dos anos, só fez com que eu me habituasse aos problemas.
Talvez seja a espera de algo melhor esteja por vir que me faz continuar apesar do grande cansaço emocional e social que vem me rondando nas últimas semanas. Só espero que essa espera não seja frustrada como as outras foram um dia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes Modernizado


Se você está procurando uma série boa e com poucos episódios por temporada, aqui vai a dica: Sherlock.
É uma série da BBC com três episódios por temporada e é basicamente o detetive Sherlock Holmes, no século XXI.
Eu confesso que torci o nariz pra isso quando fui ver, mas a série é mais fiel ao livro do que os filmes do Guy Ritchie, as soluções são inteligentes e as atuações ótimas. A quimica entre o Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes) e Martin Freeman (John Watson) é incrível. Já recomendei essa série pra um monte de gente (e ninguém se interessou, triste), então por ver das dúvidas, vou recomendá-la aqui também.
Então, fica a dica.

Felicidade, simplicidade ou complexidade?

Minha felicidade
onde estará?
Na xícara de chá
Nas emoções de um olhar
Nas noites a pensar
Vendo o Luar
Nos dias frios
Nos filmes
Cômicos, pensantes, vazios.
Nas mudanças que ocorrem
Sem eu ao menos notar
Nos dias calmos, sem ninguém para atrapalhar.

Por mais que tenha os pesares
de viver sozinha
Por enquanto, é o melhor a fazer.
Qual é o sentido de viver com alguém
Que não aceita o meu jeito de ser?
A solidão é uma agradável penitência.

Ideias

É complicado quando se tem um cérebro que não consegue se calar. Ele é fonte da minha insônia na maioria das vezes. Um milhão de ideias, um milhão de lembranças, todas parecem querer aparecer na mesma hora do dia, quando eu deveria estar dormindo.
Mas quando se precisa de ideias boas elas sempre fogem, somem de vista, e só aparecem de novo na madrugada seguinte. Seria eu uma pessoa noturna como as corujas? Provavelmente, sim. Mas não são esses os hábitos normais da sociedade, então minha pena é ficar sonolenta de dia, e ativa a noite.
Levando uma eterna vida de coruja.